Em março desse ano, finalizou-se uma franquia que movimentou Hollywood. No Brasil chamado de "A Escolha Perfeita", Pitch Perfect conquistou fãs nos seus três filmes por trazer um diferencial a musicais, por lançar estrelas novas para as telonas e para os palcos da Broadway, e por levar a seus espectadores muita alegria, diversão, risadas, lágrimas e algumas lições.
Ambientado em uma universidade, Pitch Perfect conta a história de um grupo de garotas que fazem apresentações e participam de competições em a capella, ou seja, cantam sem instrumentos musicais. Apesar de ser algo um tanto quanto comum no cotidiano - no Brasil em rodas de rap, por exemplo -, no ramo de filmes musicais, é um precursor. Se falarmos dos musicais mais recentes, todos tem instrumentistas e/ou compositores de renome por trás: La La Land conhecemos o Oscarizado Justin Herwitz e a dupla Benj Pasek e Justin Paul, mesmos compositores da trilha sonora de O Rei do Show.
A faixa etária das personagens também é um diferencial. Enquanto tivemos franquias teens como High School Musical e Camp Rock que se passavam na adolescência dos principais, Pitch Perfect conta a história de como esses adolescentes cresceram na universidade. Mesmo que as vezes pareça que as meninas são mais imaturas do que Troy e Gabriella, a responsabilidade bate na porta e elas se veem obrigadas a pensar em um futuro profissional.
Com um elenco recheado de estrelas que já ascenderam e estão buscando continuar no topo - como Hailee Steinfeld (indicada ao Oscar por Bravura Indômita) -, Pitch Perfect trouxe visibilidade a muitos atores. Anna Kendrick, que conhecíamos previamente como a amiga da Bella (Kristen Stewart) em Crepúsculo; Brittany Snow, que já tinha feito um musical com o astro de High School Musical, Hairspray; Anna Camp, que fez pontas em séries como The Office, True Blood e The Good Wife; e Ben Platt, que saiu de Pitch Perfect e foi direto pros palcos da Broadway, sendo o dono do Tony, maior prêmio de atuação dos EUA, de 2017, pela peça Dear Evan Hansen.
Mas, talvez, a parte mais legal de Pitch Perfect seja realmente a trilha sonora. Há de se ressaltar que só há uma música feita especialmente para o filme - caso de Flashlight, composto pela Jessie J. Todas as outras músicas existiam anteriormente ao lançamento do filme e elas cantam como uma homenagem e uma referência aos compositores. Na OST, temos nomes como Beyoncé, Britney Spears, Madonna, Bruno Mars e Sia, em que as personagens - sejam as Barden Bellas ou grupos concorrentes - fazem covers.
Além de ter um elenco majoritariamente feminino, a trilogia também conta com os dois últimos filmes sendo dirigidos por mulheres. O segundo Pitch Perfect foi dirigido por Elizabeth Banks, que também atua como repórter no filme, e o terceiro é comandado por Trish Sie. A direção não é espetacular de nenhuma das duas - mas a edição do terceiro filme é algo a se destacar.
O fim de Pitch Perfect trouxe aos fãs lágrimas nos olhos, mas também felicidade. Três filmes que duraram o tempo certo - mesmo que a história tenha se perdido no meio, mas era importante a finalização profissional da vida de todas -, que acarretaram muitos admiradores e que, com suas músicas, trouxeram alegria a quem viu. Uma trilogia pra se divertir, rir e cantar, divertidíssima como passatempo. E, pra quem gosta de musicais, um frescor enorme ao gênero.



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